sábado, 7 de novembro de 2026
DIREITOS HUMANOS

Acordo inclui análise genética de 300 ossadas sob responsabilidade do IML de SP

Polícia Técnico-Científica e Comitê Internacional da Cruz Vermelha vão comparar dados das ossadas com informações genéticas de familiares de pessoas desaparecidas.
Acordo inclui análise genética de 300 ossadas sob responsabilidade do IML de SP
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

Um acordo de cooperação firmado entre a Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) prevê a análise genética de 300 ossadas sob responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML) paulista. A parceria foi formalizada nesta quinta-feira (5).

Segundo o governo do estado, os exames deverão auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas. As informações obtidas nas análises serão comparadas com dados de familiares armazenados em bancos genéticos.

Coleta para familiares

Pessoas que tenham parentes desaparecidos há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético pelo site do Instituto Médico Legal. Essas amostras poderão ser consideradas no processo de comparação com os dados obtidos a partir das ossadas.

A cooperação envolve o processamento das amostras e o avanço das análises genéticas. A proposta é reunir os resultados dos exames das ossadas e as informações disponíveis sobre familiares de pessoas cujo paradeiro é desconhecido.

Declarações

A perita criminal Maria Paula Valadares afirmou que a atuação conjunta permitirá ampliar a capacidade de processamento das amostras e contribuir para o avanço das investigações.

“A parceria representa um avanço importante no trabalho de identificação dessas ossadas. Com o auxílio do Comitê, poderemos ampliar o processamento das amostras e avançar nas análises genéticas, contribuindo para esclarecer suas identidades e fornecer informações que poderão auxiliar em futuras investigações”, disse.

Para Fernando Fornaris, coordenador de Proteção da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, o trabalho também representa uma forma de preservar a dignidade das pessoas falecidas e de seus familiares.

A divulgação não informa prazo para a conclusão das análises nem estima quantas identificações poderão resultar da cooperação.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos